30.7.02

Escreva pois tudo afundará no quinto

Maior aventura, um livro de contos :

"Vivo o infinito; o momento não conta. Vou lhe revelar um segredo: creio já Ter vivido uma vez. Nessa vida, também fui brasileiro e me chamara João Guimarães Rosa. Quando escrevo, repito o que vivi antes. E para essas duas vidas um léxico apenas não me é suficiente" Guimarães Rosa

Qual sua maior? Qual foi aquela que pode até não ter parecido nada, mas foi alguma coisa? Alguma coisa. Ontem, eu. Precisei. De alguma coisa. Não encontrei. Nada. Só vazio. E vontade. E dislexia. Pronto, deitei no sofá e esperei que ele me sufocasse. O sofá é azul e peludo. No colo do braço do sofá felpudo. A última coisa que lembro, bem que eu queria mas apagou porque eu fiquei com tanta agonia que. Apaguei o cigarro no felpudo. Ia sempre pro cinzeiro mesmo. Ao ápice eu fui ao revés. Ao revés de um parto. De cigarros, estou. que já não há mais uma sequer a sair. Tive o quinto - Dèjá vu. Dèjá vu do dèjá vu de outro.

Ainda assim pode até não parecer nada, mas era alguma coisa - talvez uma frequência. Escreva porque tudo irá para o infinito, agora não é hora de segredos. Não é mesmo?

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