14.2.08

para dormir (das águas, as canções)

e me dá
um danado de um gosto
tu entregue fácil
quando o pouco tempo nos resta
apressa -
quando estou indo embora;

e me afoga na pedra
antes da maré encher
e dos homens que passam
rápidos, despercebidos.

é azul
que nem o céu:
o infinito dos teus dias.


solinho-te um Tom
Eu quis amar, mas tive medo
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração
Água de beber
Água de beber camará

12.2.08

Depois de passar pela vigilância russa, ultrapassar as barreiras alfandegárias e ganhar muito tutu o Rei do Gado e dos Carnívoros resolve investir, paralelamente, no ramo-rameiro da informação. Por isso, então, decide comprar serviços falidos de um certo Jornalismo, para então passar-lhe o rodo da escrotagem na serventia escrava - mão-de-obra mais barata do que a carne negra da tua senzala. Abismados a grã-finagem estilo laça, fere e marca tudo que é teu, fode-se tu, fode-se eu. Por trás, sem açúcar ou afeto.



a vida é as vacas
que você põe no rio
para atrair as piranhas
enquanto a boiada passa


Paulo Leminksi